quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Artigos científicos - 1

O Melhor Disco de Sempre abre nova loja dedicada a estudos científicos relacionados com música.

Both music preferences and the substance use behavior of peers are important elements in explaining adolescent substance use. The extent to which music preference and peer use overlap in explaining adolescent substance use remains to be determined. A nationally representative sample of 7324 Dutch school-going adolescents (aged 12–16) provided data on music preferences, substance use behaviors and perceived number of peers using substances. Factor analyses showed that preferences for eight music genres factored into four styles: Pop (chart music, Dutch pop), Adult (classical music, jazz), Urban (rap/hiphop, soul/R&B) and Hard (punk/hardcore, techno/hardhouse); substance use was indicated by smoking, drinking, and cannabis use. Structural equation modeling revealed that the relationship between music preference and substance use was either wholly or partially mediated by perceived peer use. Music can model substance use and fans of different types of music may select friends with use patterns that reinforce their own substance use inclinations.

(Conclusões: Unfortunately, we could not determine whether or not this effect reflects a disposition to seek intense experiences, whichpertains to choices such as music preferences and behaviors such as substance use. An alternative explanation could be thatmusic listening, music videowatching, and behaviors of artists as related in the media influence adolescents to engage in riskybehaviors such as substance use. The reported associations could also arise from an interaction between disposition and sociallearning from lyrics, videos, and artists. To further elucidate mechanisms of self-matching selection and social learning,
additional information such as importance of music, time spent listening and degree of identification with artists and theirmusic would help in providing a more comprehensive picture.)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O que tenho ouvido

A WMFU é a melhor rádio do mundo.

nick cave - the good son



Um dos melhores discos do Nick Cave (e provavelmente o meu preferido). Emana daqui uma misteriosa melancolia difícil de exprimir em palavras (tentei e desisti). Perfeito para os dias de chuva que estão a chegar.

domingo, 19 de setembro de 2010

Broken Social Scene (Video)


(Cheguei lá pelo 5Dias)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

spirit they're gone spirit they've vanished



O primeiro disco de Animal Collective (apenas Avey Tare + Panda Bear) distingue-se dos restantes trabalhos da banda: aqui existe uma acentuada sensibilidade pop/melódica (que apenas encontra paralelo nos trabalhos mais recentes da banda) que convive com os ambientes sonoros experimentais, misteriosos e mágicos, típicos dos discos que se seguiram a este (here comes the indian, campfire songs). Isto é muito muito bom, tipo, o melhor disco de sempre. Destaque para o último tema, uma obra prima de 12 minutos e meio, Alvin Row.

sábado, 11 de setembro de 2010

11 de Setembro é dia de Homenagem a Victor Jara


Dedicado à imprensa em geral, pelo seu trabalho incansável em promover o 11 de Setembro de 2001 ao estatuto de único acontecimento que se tenha dado a 11 de Setembro. Dedicado também às mãos sujas de sangue da "democracia" americana e aos esforços para a espalhar pelo Mundo. Dedicado aos 3200 mortos do segundo mundo, que valem sempre menos que 3000 do primeiro.





Aqui fica um artigo que relata a morte de Victor Jara.


Con voz estentórea, el oficial repentinamente gritó al ver a un prisionero de pelo ensortijado:

-¡A ese hijo de puta me lo traen para acá! -gritó a un conscripto, recuerda el abogado Boris Navia, uno de los que caminaba en la fila de prisioneros.

"¡A ese huevón!, ¡a ése!", le gritó al soldado, que empujó con violencia al prisionero. "¡No me lo traten como señorita, carajo!", espetó insatisfecho el oficial. Al oír la orden, el conscripto dio un culatazo al prisionero, que cayó a los pies del oficial.

-¡Así que vos sos Víctor Jara, el cantante marxista, comunista concha de tu madre, cantor de pura mierda! -gritó el oficial. Navia rememora. Es uno de los testigos del juez Juan Fuentes, que investiga el asesinato del cantautor, uno de los crímenes emblemáticos de la dictadura, porque Jara fue con su guitarra y con sus versos el trovador de la revolución socialista del Gobierno de Allende en Chile. Por su impacto y la impunidad en que están los culpables, el crimen de Jara es en Chile el equivalente al asesinato de Federico García Lorca en España.

"Lo golpeaba, lo golpeaba. Una y otra vez. En el cuerpo, en la cabeza, descargando con furia las patadas. Casi le estalla un ojo. Nunca olvidaré el ruido de esa bota en las costillas. Víctor sonreía. Él siempre sonreía, tenía un rostro sonriente, y eso descomponía más al facho. De repente, el oficial desenfundó la pistola. Pensé que lo iba a matar. Siguió golpeándolo con el cañón del arma. Le rompió la cabeza y el rostro de Víctor quedó cubierto por la sangre que bajaba desde su frente", cuenta a este periódico el abogado Navia.

Los prisioneros se habían quedado pasmados mirando la escena. Cuando el oficial, conocido como El Príncipe y hasta hoy no identificado con plena certeza, se cansó de golpear, ordenó a los soldados que pusieran a Jara en un pasillo y que lo mataran si se movía. El autor de canciones como El cigarrito y Te recuerdo Amanda, que Serrat, Sabina, Silvio Rodríguez y Víctor Manuel han incorporado en sus repertorios, entró así al campo de prisioneros improvisado por los militares donde vivió sus últimas horas.



Victor Jara foi um trovador excepcional, ao nível de um Zeca Afonso. A sua música foi, primeiro de protesto e depois de "intervenção", promovendo a construção de uma nova sociedade, durante os 3 anos do governo socialista de Allende.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ligação directa

Post bom com download bom num blog bom. Bom fim-de-semana.

(Edit: porra, isto vale mesmo a pena.)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

James Blackshaw - All is Falling




Há um par de anos eu e os dois Migueis tivemos o prazer de ver a este mago da guitarra, com o não-menos-mago tipo cujo projecto se chama Six Organs of Admittance, ao vivo no Passos Manuel, no Porto.

Ao vivo, JB apresentou-se sozinho com a sua guitarra acústica de cordas de aço, num palco relativamente grande para tão pequeno aparato. Os dedilhados das composições minimalistas foram o suficiente para encher a sala. Algo mudou desde então; espero que JB apresente estas novas composições, ao vivo enchendo o palco do Passos Manuel, com todos os instrumentos que decidiu incorporar: violino(s), piano, voz (minimalista, tipo Philip Glass em que as palavras são números que marcam o tempo), guitarra eléctrica não distorcida. O minimalismo mantém-se mas com novas possibilidades que a guitarra não lhe dava. Quanto a mim, é um progresso mais que desejável.
A sexta música acaba com os violinos e a guitarra a imitarem o som de um motor de um avião a perder o power, o que deve ser uma alusão ao Helicopter Quartet do Stockhausen (esgotei as minhas duas referências de música erudita num único post!)
O álbum termina com um drone bonito de se ouvir.

k'naan , troubadour



Everybody gotta eat, but everybody doesn't
Which is why I wanna tell you about my favourite cousin
He and I grew up where the sun shines
And we both partook in the gun crimes
And we both liked American rap rhymes
Even though we didn't understand one line
If you remember my liner notes in my last album
I talked about a close call with a grenade
I think we both must've been seventh grade
But don't panic, we both survived without damage
But we developed a bond like we survived the Titanic
So when the country became frantic
My mother tried to get us out, planned it
to the last detail, except the plan got derailed
cus there wasn't enough money for the plane tickets
How bitter when my mother had to chose who to take with her
So my cousin got left in the war
And that's just hard to record


Um disco fantástico, que cumpre e supera as expectativas criadas em Dusty Foot Philosopher de 2005 (era coisa difícil). K'naan passou de revelação a confirmação. Pontos (bem) altos: Wavin' Flag, Somalia, Fatima, Take a Minute, 15 Minutes Away, People Like Me.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Forró ;)

Na certeza de arruinar qualquer reputação que possa ter relativamente a gostos musicais, vou, num acto de coragem, declamar o meu amor incondicional a uma cantora de forró quase desconhecida (com jeitinho até eu consigo 5 fans numa página palcomp3), Rosa Bahiana.

Devido a "tags" mal feitas, andei um ano para descobrir a autoria destas músicas. Agora posso finalmente partilhar a boa nova: http://palcomp3.com/rosabahiana/

As pérolas mais brilhantes serão "Seu Menino", "Mar da Galileia" e "Não Vou dar Trela". Não acham?

(Discretamente escondo-me debaixo da mesa para me proteger dos calhaus e calúnias).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VA - Saigon Rock & Soul: Vietnamese Classic Tracks 1968-1974 (Sublime Frequencies)

O Saigão, hoje conhecido por Ho Chi Minh, foi a capital da colónia francesa Conchichina (nome que os navegadores portugueses deram à região entre a Índia e Cochim como chamávamos à China na altura). Tendo estado ocupado por franceses até à divisão do Vietname em dois (norte comunista e sul pró-ocidente) foi o quartel-general das tropas americanas durante a sangrenta guerra que só acabou em 1975 com a invasão por parte do Norte, precisamente a esta cidade. O período em que estas músicas foram gravadas reporta, portanto ao tempo de ocupação americana.


Este disco conta, portanto com variadas influências ocidentais e orientais. É uma excelente amostra de rock com guitarras ácidas, wah-wahs, arranjos com sopros, com um ritmo muito funky e vozes carregadas de eco. Muito recomendável, dançável, cantarolável e importável.

"The tracks that form this collection cut a window into a rich musical Vietnamese music scene that has long been obscured, and for the most part, forgotten. As the scope of electrified Vietnamese music from the 1960s and 1970s begins to be revealed, it becomes evident that this was among the heaviest and most eclectic musical scenes of South East Asia at the time. These songs tell of war, love and what war does to love. All of them were recorded in makeshift studios and even US army facilities while the Vietnam War raged – and were issued by a handful of Saigon record companies on vinyl 45s and reel or cassette tapes. "

"During the 1960s and 1970s, pulp ballads were being recorded by leading crooners of the time who alternated between modern and traditional forms of regional music. When the electric guitar hit the streets of Saigon, Vietnamese renditions of contemporary instrumental trends such as surf rock, beat and twist soon emerged, followed by some pretty deep soul sounds inspired by Motown radio hits as well as funk grooves brought on by James Brown and his contemporaries."