A melhor música de sempre, pelo menos daquela semana. Actualidade, raridade, variedade. Escutar, relaxar, procrastinar.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Soy Cuba (1964)
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Frank Zappa na TV
Puredata
Random Symphony in rythm. from Didier Ducrocq on Vimeo.
This is an example of a random music I use in my interactive video installations.
Using Pure data, Vienna Symphonic Library and Ableton live.
Everything is random. Nothing has been record. There's 4 voices, violins, alti, cellos, and bass. the time base is the second. the pure data programmation choose (random) for each voice a timing in seconds, between 0,25 , 0,50 , 1 , 2 , and 4. After that, the pitch, dynamic and lenght are random. I've put a random for modulation because in VSL, the modulation is the "glissando". I've put also a random for 5 (low) pitch, which corresponds in VSL to key switch for articulations. Pure data (using intern IAC) commands the VSL vst instrument in Ableton live.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Group Inerane - Guitars From Agadez Vol. 3 (2010)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Generative Music
Each episode of COMPOSING WITH PROCESS: PERSPECTIVES ON GENERATIVE AND SYSTEMS MUSIC is followed by a accompaniment programme of exclusive music by some of the leading sound artists and composers working in generative music. The first one presents two contrasting generative works by German artist Florian Hecker and Japanese artist Ryoji Ikeda.
Em MP3
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Artigos científicos - 1
Both music preferences and the substance use behavior of peers are important elements in explaining adolescent substance use. The extent to which music preference and peer use overlap in explaining adolescent substance use remains to be determined. A nationally representative sample of 7324 Dutch school-going adolescents (aged 12–16) provided data on music preferences, substance use behaviors and perceived number of peers using substances. Factor analyses showed that preferences for eight music genres factored into four styles: Pop (chart music, Dutch pop), Adult (classical music, jazz), Urban (rap/hiphop, soul/R&B) and Hard (punk/hardcore, techno/hardhouse); substance use was indicated by smoking, drinking, and cannabis use. Structural equation modeling revealed that the relationship between music preference and substance use was either wholly or partially mediated by perceived peer use. Music can model substance use and fans of different types of music may select friends with use patterns that reinforce their own substance use inclinations.
(Conclusões: Unfortunately, we could not determine whether or not this effect reflects a disposition to seek intense experiences, whichpertains to choices such as music preferences and behaviors such as substance use. An alternative explanation could be thatmusic listening, music videowatching, and behaviors of artists as related in the media influence adolescents to engage in riskybehaviors such as substance use. The reported associations could also arise from an interaction between disposition and sociallearning from lyrics, videos, and artists. To further elucidate mechanisms of self-matching selection and social learning,
additional information such as importance of music, time spent listening and degree of identification with artists and theirmusic would help in providing a more comprehensive picture.)
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
nick cave - the good son
domingo, 19 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
spirit they're gone spirit they've vanished
O primeiro disco de Animal Collective (apenas Avey Tare + Panda Bear) distingue-se dos restantes trabalhos da banda: aqui existe uma acentuada sensibilidade pop/melódica (que apenas encontra paralelo nos trabalhos mais recentes da banda) que convive com os ambientes sonoros experimentais, misteriosos e mágicos, típicos dos discos que se seguiram a este (here comes the indian, campfire songs). Isto é muito muito bom, tipo, o melhor disco de sempre. Destaque para o último tema, uma obra prima de 12 minutos e meio, Alvin Row.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
ALERTA - NOVO ÁLBUM DE CIRCLE
Rautatie is epic hard rock and colossal riffs that corrode into fragments of black metallic atonality over time. Occasionally the album’s majestic elements step aside and let sprinkles of athletic boogie take the center stage. Together the eight tracks on the album form a hard rocking bullet train, speeding ever onwards on a circular railroad to infinity.
Or, as Circle itself says:
“harvest hark islam nappe jorum puzzle tar pejorative lounge meridian ylem pul alkyd”
Rautatie is currently available for pre-orders at Ektro's webstore. Order before Thursday to have your copy shipped before Circle's upcoming tour!
sábado, 11 de setembro de 2010
11 de Setembro é dia de Homenagem a Victor Jara

Dedicado à imprensa em geral, pelo seu trabalho incansável em promover o 11 de Setembro de 2001 ao estatuto de único acontecimento que se tenha dado a 11 de Setembro. Dedicado também às mãos sujas de sangue da "democracia" americana e aos esforços para a espalhar pelo Mundo. Dedicado aos 3200 mortos do segundo mundo, que valem sempre menos que 3000 do primeiro.
Con voz estentórea, el oficial repentinamente gritó al ver a un prisionero de pelo ensortijado:
Victor Jara foi um trovador excepcional, ao nível de um Zeca Afonso. A sua música foi, primeiro de protesto e depois de "intervenção", promovendo a construção de uma nova sociedade, durante os 3 anos do governo socialista de Allende.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
James Blackshaw - All is Falling
Há um par de anos eu e os dois Migueis tivemos o prazer de ver a este mago da guitarra, com o não-menos-mago tipo cujo projecto se chama Six Organs of Admittance, ao vivo no Passos Manuel, no Porto.
k'naan , troubadour
Everybody gotta eat, but everybody doesn't
Which is why I wanna tell you about my favourite cousin
He and I grew up where the sun shines
And we both partook in the gun crimes
And we both liked American rap rhymes
Even though we didn't understand one line
If you remember my liner notes in my last album
I talked about a close call with a grenade
I think we both must've been seventh grade
But don't panic, we both survived without damage
But we developed a bond like we survived the Titanic
So when the country became frantic
My mother tried to get us out, planned it
to the last detail, except the plan got derailed
cus there wasn't enough money for the plane tickets
How bitter when my mother had to chose who to take with her
So my cousin got left in the war
And that's just hard to record
Um disco fantástico, que cumpre e supera as expectativas criadas em Dusty Foot Philosopher de 2005 (era coisa difícil). K'naan passou de revelação a confirmação. Pontos (bem) altos: Wavin' Flag, Somalia, Fatima, Take a Minute, 15 Minutes Away, People Like Me.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Forró ;)
Devido a "tags" mal feitas, andei um ano para descobrir a autoria destas músicas. Agora posso finalmente partilhar a boa nova: http://palcomp3.com/rosabahiana/
As pérolas mais brilhantes serão "Seu Menino", "Mar da Galileia" e "Não Vou dar Trela". Não acham?
(Discretamente escondo-me debaixo da mesa para me proteger dos calhaus e calúnias).
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
VA - Saigon Rock & Soul: Vietnamese Classic Tracks 1968-1974 (Sublime Frequencies)
Este disco conta, portanto com variadas influências ocidentais e orientais. É uma excelente amostra de rock com guitarras ácidas, wah-wahs, arranjos com sopros, com um ritmo muito funky e vozes carregadas de eco. Muito recomendável, dançável, cantarolável e importável.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
The Pirate Bay e os Direitos de Autor
Islaja - Ulual YYY (2007)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sublime Frequencies
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Legião Urbana - As 4 Estações
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Rita Lee, Arnaldo Baptista, Os Mutantes

Meus caros amigos, aqui vão três discos que ando a ouvir compulsivamente: o 4 disco dos Mutantes (sem a alegria juvenil dos 3 primeiros), o primeiro do Arnaldo Baptista, e o disco mais popular da Rita Lee. São discos que representam a desagregação e a ressaca de uma das mais brilhantes bandas que estes ouvidos já ouviram. O tom é melancólico, o tom é cansado, é um tentar continuar sabendo que o tempo não pára e o passado já lá foi, e que bom ele foi, e o futuro que tantos sonhos motivou finalmente chegou, e o que é que se pode fazer quando se percebe que o melhor já passou? A Lee disfarça o melhor que pode, e que bem ela disfarça, e o Arnaldo coitado, o peso é demasiado. Ah, e a música é verdadeiramente excepcional. Links nos comentários.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
ES - Kesamaan Lapset (2009)
Este álbum, o quinto de ES (aka Sami Sanpakkila, que é também o fundador da Fonal Records, casa da Islaja, Lau Nau, Paavoharju, Kemialliset Ystavat e sabe deus quem mais) dá-me razões para continuar "finlandófilo". Meia-dúzia de audições repeliram uma careta tipo bébé cagão provocada pela indigestão inicial, sobretudo devida à chatice provocada a meio da quarta faixa, onde o sujeito não fode nem sai de cima e é salvo pelo som de água. Já que o objectivo do disco é provocar memórias de infância, quem sabe se esta música não era relativa a uma mijinha durante a sesta de Verão? Os títulos, traduzidos pelo cada vez melhor Google Translate:
Nome do disco - Os Filhos de Verão
01. Pior ainda antes de ter sido
02. Junho e os lábios sorrindo
03. Raios da Alma dom.
04. O verão das crianças
05. fantasmas dom do Coração
O som que este tipo pratica pode ser descrito como um caleidoscópio de sintetizadores algures entre o barato e o arrítmico, com - raras - vozes de lenga-lengas para crianças; drones e cânticos shamânicos muito enterrados na mistura, gravados na redline. Já disse que depois da sesta e da mijinha o som se torna grandioso, triunfal? Poderá isso significar que na brincadeira pós-sesta o sujeito da direita decapita o da esquerda e este se esvai em sangue que cada vez menos jorra, como os sintetizadores que a terminam? (Pergunta bónus: porque é que não é o da esquerda que decapita o da direita?)
O que é certo é que há um universo muito estranho por detrás deste som - e da Fonal em geral - com que me vou entreter nos próximos tempos.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
The Chemical Brothers - Further
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Aquele querido mês de Agosto
Le Monde, Jacques Mendelbaum
“Miguel Gomes tem uma qualidade que falta a quase todo o cinema mundial hoje: imaginação. Transbordante, louca, precisa, maníaca.”
Libération, Philippe Azoury
“Um filme único que nos faz recordar muitos outros filmes e situações de vida, mas diferent de tudo.”
Miguel Gomes Retrospective – BAFICI
Sines para mim foi assim
sexta-feira, 23 de julho de 2010
VA - The Doo Wop Box Vol.1
U-Roy Super Boss
quarta-feira, 21 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
U-Roy - Dread in a Babylon
*Não confundir com o Transformer do mesmo nome.
The Mekons Rock n'Roll
Gadgets
PHARAOH OVERLORD - SILUURIKAUDELLA (2010)
Os Pharaoh Overlord voltam ao activo, depois de 3 anos de hiato. São - mais - uma banda paralela de Circle. Na Ektro, editora afilhada ou madrinha dos Circle fala-se em três guitarras, um baixo e uma bateria o que, a manterem a line-up do passado, são os Circle menos o vocalista Mika Rättö, mais uma dupla de irmãos como guitarristas.
Os Pharaoh Overlord foram, no passado, os space-rockers que se iniciaram num stoner repetitivo, uma espécie de Circle com riffs mais pesadotes, na - melhor, para mim - fase dos discos I e II, mais tarde o motorik III , tendo vindo a integrar (em conjunto outras 7 ou 8 bandas paralelas a Circle) o movimento NWOFHM com o disco IV. Entretanto lançaram também dois álbuns ao vivo, Battle of the Axehammer e Live in Suomi Finland (que ainda não ouvi).
O novo disco (cujo nome corresponde a uma das eras medidas na escala de tempo geológico) é composto por três faixas, num conjunto perto de 50 minutos. Por si, é já uma mudança significativa. Os títulos traduzem-se (pelo menos no Google Translate) em Torre de Água, Parte de Carcaça e Desenhos. Faceta Fiambre não era capaz de fazer melhor, no que toca a nomes.
No que toca à música, ou melhor dito, ao som, os tipos colocaram-se nos antípodas daquilo a que nos habituaram. Onde havia um baterista motorik (aqui, no fantástico trio synthpop Aavikko, nos Circle) há um brontoscorpio entretido em grande parte do álbum (que dá um show do caralho na segundo música, ainda assim). Onde havia 4 marmanjos entretidos a insistir a música toda
no mesmo riff há o contrário: um Orthoceras regulare, um Eurypterus, um Cephalaspis e um Cooksonia a desenhar paisagens.
A julgar pelos nomes, é como se estes tipos se tivessem fechado na sala de aulas de Geologia do Liceu, repleta de fósseis, imagens e projecções do National Geographic e estivessem a tocar cada um para seu lado. Tirando nas alturas - impossivelmente improvisadas - em que tudo parece fazer sentido.
Acabado o álbum, acabou a viagem, o NWOFHM e, companheiros, chegámos ao Holoceno!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Leningrad Cowboys go to America [1989] (um filme de Aki Kaurismaki)

quinta-feira, 1 de julho de 2010
Radio Pyongyang: Commie Funk and Agit Pop from the Hermit Kingdom
quinta-feira, 24 de junho de 2010
antonio carlos jobim - wave
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Fausto ao vivo na capital (publicado no Público para o público)
Assim, o barco que ia de saída há 28 anos em “Por Este Rio Acima” vem agora de chegada, majestoso, sem fronteiras claras entre princípio e fim, até porque não há um fim claro nesta história, Fausto já o disse, as descobertas nunca acabam. Nem a guerra, nem o amor, nem a vã cobiça. E foi deste modo que, de sala cheia, o CCB ouviu ecoar entre as paredes do seu auditório sete canções que nunca antes tinham sido tocadas em palco mais uma, que na voz de Ana Moura já conquistou as graças do público: “E fomos pela água do rio”, “Velas e navios sobre as águas”, “E viemos nascidos do mar”, “Nos palmares das baías”, “Fascínio e sedução”, “À luz mais frágil das auroras”, “À sombra das ciladas”, todas na sequência que terão no futuro disco, serão as primeiras sete, e, num salto mais para a frente (será a décima), “Por altas terras de montanhas”.
Quem olhou o programa da sala, tinha lá tudo: a ideia do desafio, a lista dos músicos, o alinhamento do espectáculo e as letras das 22 canções apresentadas, bem como excertos dos livros de viagens que as inspiraram. Menos a música, claro. E foi esta que, ali posta a nu, desvendou a consistência e rigor desta nova proposta que há-de suceder às obras-primas absolutas “Por Este Rio Acima” (1982) e “Crónicas da Terra Ardente” (1994).
As terras são de África, os sons não. Porque a visão é a dos descobridores e o seu olhar só podia, assim, ser envolto em harmonias e ritmos portugueses. Por isso, ouvido o marulhar das águas em “off”, no início do espectáculo, na música de “E fomos pela água do rio”, uma bela balada, sente-se o encantamento que as palavras contêm: “a maré foi de rosas”, “o meu corpo suado/ embalado/ flutua e descansa”. Tal como se sente a sensualidade quente de “Fascínio e sedução”, sublinhada pela forma única como Fausto afaga as palavras: “Gira gira como um pião/ treme como a seda/ pela palma da mão”.
Do mesmo modo se sente o fragor da guerra no tropel rítmico, quase ofegante, de “À sombra das ciladas” (“estilhaçam ossos/ cuspindo sangue/ e vomitam almas penadas (…) imaculados sejam/ também/ e repousem em santa paz/ amén”). Ou a penosa mas inebriante viagem de “Por altas terras de montanhas”, sublinhada num troar dos adufes a que se juntou, por uma única vez em todo o espectáculo, o responsável pela direcção musical: “o meu querido amigo José Mário Branco”, como Fausto o apresentou.
O resto do espectáculo foi, já não de descoberta mas de reencontro. Mal se ouviram os tambores de “Ao som do mar e do vento”, vieram as palmas. Que se repetiriam muitas vezes, aos primeiros acordes de cada canção ou no final, reforçadas; ou ainda a marcar ritmos entranhados de tal modo na maneira de ser portuguesa que se torna irresistível para muita gente acompanhá-los, sejam os da chula ou os do corridinho, que Fausto tem feito questão de recuperar da forma mais nobre e contemporânea, sem concessões. Foi isso, aliás, que se verificou no “intervalo” instrumental, quando João Ferreira e Mário João Santos ensaiaram na percussão e bateria um “duelo” em improviso. A dada altura, as palmas cadenciadas encalharam no ritmo da chula e continuaram assim, por sugestão dos músicos, em “loop” físico, enquanto eles criavam por cima outras malhas rítmicas.
A fase “Por Este Rio Acima” foi, por fim, toda ela de exaltação colectiva, como seria de esperar. A começar no tema que dá título ao disco e a acabar n’“O barco vai de saída”, com uma ligeira alteração no alinhamento: “Olha o fado” antecedeu “Lembra-me um sonho lindo” e não o contrário, como estava escrito. Nada que interrompesse a fluente narrativa fílmica destas viagens, com tantos ecos de tantas eras. A insistência da plateia forçou um “encore”, único, já com muitas vozes a gritar títulos de canções, a tentar a sorte. Ouviu-se uma, contagiante como sempre: “Navegar, navegar”. Ela própria, neste contexto, também um programa. Porque a navegação continua e a história também. O barco ainda não atracou.
NOTA: A recriar esta viagem em 22 canções estiveram no palco, com Fausto (voz e guitarra), músicos que têm dado o seu melhor em muitos espectáculos para que o som que ouvimos reproduza inesquecíveis travessias: João Maló (guitarra), Miguel Fevereiro (guitarra), Filipe Raposo (piano), Enzo d’Aversa (teclados, acordeão), Vitor Milhanas (baixo), João Ferreira (percussões) e Mário João Santos (bateria). Os arranjos e direcção musical do espectáculo foram feitos, a pedido de Fausto, por José Mário Branco, como resultado imediato da aventura musical que juntou ambos a Sérgio Godinho no projecto “Três Cantos” (gravado em CD e DVD), em Novembro de 2009.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Em destaque no FMM: Vitorino, Janita Salomé e Grupo Cantares do Redondo
terça-feira, 15 de junho de 2010
Konono no.1 - Assume Crash Position (2010)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Uma razão para não ir ao FMM
A Câmara Municipal de Sines, entidade organizadora do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2010, informa que foi decidido o cancelamento do palco de Porto Covo nesta edição.
A decisão tem como efeito imediato o avanço do início do festival para 28 de Julho, quarta-feira, em Sines,passando as datas do evento a ser 28, 29, 30 e 31 de Julho.
Esta alteração não afecta os concertos já anunciados para o Castelo e a Av. Vasco da Gama.
O cancelamento do palco de Porto Covo e, em paralelo, a introdução de medidas de gestão para tornar mais eficiente a realização do evento em Sines, inserem-se num plano de contenção de custos da autarquia motivado pela quebra de receitas agravada pela crise nacional e internacional que atinge actualmente um momento de especial gravidade.
A organização procurou uma solução que garantisse o cumprimento das datas e do modelo inicialmente anunciado, mas tal não se mostrou possível no seu actual quadro financeiro.
Nesta conjuntura, o esforço foi direccionado para diminuir os custos inerentes à dispersão de palcos e à longa duração, eliminar as despesas de produção que não afectam o resultado artístico e concentrar os meios no essencial: um programa que, embora mais curto, terá no seu alinhamento de concertos toda a qualidade e impacto positivo a que o público do FMM está habituado.
A Câmara Municipal de Sines pede a devida compreensão a todos e em particular aos participantes no festival em Porto Covo, assim como à população e comerciantes da freguesia, tendo em conta as suas expectativas.
domingo, 13 de junho de 2010
Céu - Vagarosa
quinta-feira, 10 de junho de 2010
The Feelies - Crazy Rhythms
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Brant Bjork - Gods & Goddesses (2010)

Todos nós temos, e teremos sempre, momentos altos e baixos na vida. Dunas imensas e fatigantes para subir, bem como belas descidas para deslizar.
E também é natural que todos nós tenhamos uma forma ou outra de ultrapassar os maus momentos, superando as mágoas ou ganhando confiança para os actos seguintes. Bem como a forma gloriosa e doce de saborear algo vitorioso.
Eu coloco Brant Bjork como sendo um dos protagonistas da banda sonora da minha vida. Associo seus temas a ambas vertentes que vão decorrendo no meu dia a dia. Se por um lado o ex-membro dos Kyuss consegue tornar meus maus momentos, em momentos de coragem, de força e de simplicidade. Por outro, tal som me leva ao estado de euforia e de festejo. Primeiro concerto que vi deles foi aqui pelo Porto, no Porto-Rio. Segundo concerto foi no Roadburn 2010 na Holanda. Tem uma vasta discografia que eu admiro muito e que não sei muito bem como a aconselhar, no entanto coloco aqui em destaque este seu novo álbum, uma vez que o achei igualmente muito bom, e que possui uma faixa em que fala de Portugal e mais propriamente do Porto, ora a música não poderia ter outro nome além de Porto né?... Pois é!! Uma bela música e um belo CD.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Nova lista Aquarius Records
Fim-de-fim-de-semana
domingo, 6 de junho de 2010
African Herbsman
O melhor disco do Marley? É fruto de umas sessões produzidas pelo Lee Perry e com o auxílio dos Upsetters, em 70. Muitas canções são regravadas mais tarde (as versões aqui são indiscutivelmente melhores: compare-se a 400 years aqui (vibrante, marcial, só apetece erguer o punho e esmurrar o ar - cuidado é com o espelho retrovisor) , e no Catch A Fire). Aliás, o Catch A Fire, uma palavra para ele: ugh. Gostava de gostar do disco, é o único original que tenho do Marley, gosto da capa, tem uma ganza, tem a Stir It Up, a Rock it Baby, mais uma ou outra, mas a produção daquilo, uga, é tão cuidada e polida e delicada, e o disco é tão sério e político e sizudo. Não vale um corno* (o Burnin que sai depois, esse sim, só clássicos uns depois dos outros e produção é o que deve ser). Mas este é melhor ainda. É Lee Perry, por isso tem assim aquela resolução sonora bastante rrrhhhh muito metálica e tchk pring ping. O Lee Perry é genial e é um actor decisivo neste disco pois claro. Este disco é tanto dele como dos Wailers. O gajo deu-nos o The Heart Of The Congos, que é um melhor disco de sempre e que merecerá eventualmente uma dedicatória por estes lados. Agora, este disco, o homem de erva africano, é também um melhor disco de sempre. Tem uma melhor canção de sempre: a Put It On (mas a versão daqui, não a do Burnin' - o clímax de I rule my destiny tá imperdoalmente ausente, e claro, o Perry é um trunfo irrepetível). Ou será a Keep On Skanking? Ou a Trenchtown Rock? African Herbsman? E o medley de All In One já tem a One Love lá metida pelo meio (e é caso para se perguntar: mas o Marley escreveu tudo em 70 e depois foi só regravar temas existentes?). Vá toca a ouvir este disco inspirador (inspira, aguenta, expira), e a fumar uma ervinha que já tá tempo para tal. Há que referir a capa do disco que é saído directamente da nintendo master system.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sabado e domingo Serralves em festa. Sábado há clubbing na casa da música por 7.5€ Cluster e Chrome Hoof. Cluster é uma das bandas mais importantes do krautrock.
Chrome Hoof é isto:
http://www.youtube.com/watch?v=RsbXIERktOQ
terça-feira, 1 de junho de 2010
Serralves em Festa
Os destaques, de acordo com o suspeito Expresso, são: "Tout va bien" (Teatro de Rua/Teatro de Objectos), Íman (Dança), Shoot the girl first (Circo Contemporâneo), James BRown's Funky Divas Versus The Revolution of th Mind (Concerto de Encerramento) e o Concerto de Jazz da Big Band do Hot Club de Portugal.
Eu vou destacar meia-dúzia de descrições que me pareceram porreiras e espero ver:
THE MAGIC I.D.: "A formação instrumental é simples, consistindo no duo de clarinetes de Kai Fagaschinski e Michael Thieke, duas guitarras (uma acústica e uma eléctrica: Margareth Kammerer e Christof Kurzmann) e duas vozes (uma feminina e outra masculina, também de Kammmerer e Kurzmann), combinadas com as manipulações electrónicas de Kurzmann."
SCHNEE: Após o regresso a Viena, os dois iniciam o projecto Schnee onde os dois começaram por explorar as diferenças fundamentais entre a música gerada por computador de Kurzmann e os sons das guitarras de Stangl.
(O Kurzmann é comum às duas bandas anteriores. E ainda toca noutro concerto. Grande cunha deve ter o homem...)
THE INTERNATIONAL NOTHING: Os dois começaram a trabalhar juntos enquanto duo de clarinetes em 2000, e dedicam-se a encontrar novas direcções na abordagem a esta original formação instrumental através da composição de peças focadas na exploração de possibilidades harmónicas e multifónicas, fundindo o som dos dois clarinetes num só, simultaneamente soando como se fossem mais do que dois instrumentos.
[Na verdade não fiquei com graaande vontade de ver nada disto que passei para aqui.]
É provável que chegue tarde nas duas noites, acabe por não ver nada disto e passe menos tempo a ouvir música do que gastei a escrever o post. E só li metade da lista de música. Mas Serralves é mesmo uma festa.
sábado, 29 de maio de 2010
Bohren & der Club of Gore - Black Earth (2002)

Banda alemã de Dark Jazz, constituída por elementos provenientes de bandas mais hardcore. Som muito intenso e introspectivo, costumo ouvir em situações que requerem concentração, ou então de manhã quando tomo meu café e observo o ambiente cinzento característico do Porto. É de certa forma um estilo de som depressivo, ou pelo menos, para grande parte das pessoas a quem eu aconselhei... Eu não partilho dessa ideia e considero esta banda, e este álbum, como sendo a banda sonora ideal para alguém que se afunda em seus próprios pensamentos.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Electric Wizard - Dopethrone (2005)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Yasushi Yoshida - Little Grace (2008)

Tenho entre mãos um disco etiquetado com neo-classical mas eu acho que uma palavra vale mais que essa descrição. Eu não sei que porra é música neo-clássica. Talvez isto seja música neo-neo-clássica ou pós-neo-clássica. A primeira música parece-me minimalista; uma peça tocada com muita calma, bem composta. Vejamos, de clássico o que sobra? Os instrumentos, todos acústicos: violinos, violoncelos, clarinetes, trompete, piano, xilofone, por aí adiante e por vezes alguma percussão (bateria); há algumas partes com dedilhados de guitarra clássica. Isto chega para ser clássica, pós-clássica, mega-clássica, para-clássica? É evidente que não. Daí que uma palavra defina a maioria do álbum, em que a percussão se encontra ausente ou pouco activa: delicado. Ah, mas quando há percussão é outra coisa, há alguns crescendos nada abusados e a coisa vai andando, subindo, enchendo, sem nunca se exaltar demasiado; depois arrefece num piano melancólico. Já foi boa a viagem e ainda vamos na segunda faixa. A terceira faixa é piano a solo, uma peça óptima para - não desfazendo - usar em vídeos kitsch no movie maker e acabar de vê-lo com uma lágrima no canto do olho. A quarta música, Thread Still, que na sua duração de 10 minutos, representa, digamos, a média do álbum. Começa com um piano e um violino que podiam ter saído de um álbum de Godspeed You! Black Emperor - será que eles são neo-clássicos? - e quando chego ao final parece-me que vai chover e o sol não volta. Nunca mais. Venha o Inverno. Sigo para a faixa 5 depois de enxugar as lágrimas e uma guitarra acústica a solo chora-se solidariamente, criando um momento para o disco respirar.
Escolha com cuidado a hora em que vai dar ouvidos a esta música, no seu mp3; não pode haver ruído de fundo: o trânsito ou uma gunete no metro a tagarelar sobre a tatuagem de homenagem ao Cristiano Ronaldo que pretende fazer no fundo das costas, são obscenidades que ferem de morte música desta profundidade.
A faixa 6, Three Winters Our Trace, utiliza, uma pequena dose bem-vinda de electrónica na sua abertura. É a faixa que mais prima pela simplicidade, e me faz perceber que a grande maioria do disco - à excepção de alguns momentos de piano ou guitarra virtuosa - parece liberto de preconceitos de composição, ou a velocidade a que tudo se passa assim faz parecer: praticamente tudo aqui é notas simples, espaçadas e a música um agregado de sons que se comporta como um ser que vai mudando a sua forma sem nunca o fazer bruscamente; embora, claro, mais vivo que um cadáver chamado Music for Airports. A faixa 7 tem mais vida e permite ao sol entrar pela janela, antes da sua sucessora Lullaby For Rainsongs nos arrebatar (como aliás o título já deixava adivinhar) com as suas flautas e a guitarra acústica a chorar-se outra vez sozinha. Existe, contudo, uma réstia de esperança: a lista ainda contém uma hidden track. Trata-se de umas variações sobre o tema 4 (que termina com a mesma guitarra a fazer o choradinho), e permite ao disco terminar acenando-nos, da estação, com um lenço branco enquanto o combóio em que embarcámos vai partindo. Vamos mais leves, felizes porque o sol já brilha, mas tristes por partir sem Yashushi Yoshida.
No final de contas, abstenho-me de ir perguntar aos cientistas musicais da All Music, ou na democrática Wikipédia o que é música neo-clássica.
YOB - The Unreal Never Lived (2005)

YOB é uma banda bem complexa que se revela muito difícil de gostar à primeira. Mas quando se começa a gostar, rapidamente tudo passa a ser paixão! Uma mistura de Doom Metal tradicional, com Stoner Rock/Metal e com Funeral Doom Metal. Se por um lado o som se revela negro, por outro revela-se um som energético e animado. Agridoce. Este álbum é muito bom, e nem sei ao certo se será o melhor deles, uma vez que depende dos dias, depende essencialmente da atmosfera envolvente. Vi-os duas vezes no Roadburn Festival 2010 em Abril, e como podem imaginar foram duas viagens carregadas de adrenalina.
Vale a pena, começa com a energia da "Quantum Mystic", música essa que prova o gosto do vocalista Mike pela Física Quântica, passa para o doom severo da "Grasping Air", e remete-se para as duas faixas seguintes, num doom introspectivo e.. quântico!
Aconselho e aconselharei para sempre esta banda.



