quinta-feira, 1 de julho de 2010

Radio Pyongyang: Commie Funk and Agit Pop from the Hermit Kingdom


Em homenagem aos 7-0 que espetámos à Coreia do Norte, a única prestação da selecção nacional que, no Mundial 2010, não envergonhou os portugueses. Com o selo de garantia da Sublime Frequencies.

A produção desta coisa é simplesmente horrível. O eco da voz, o baixo foleiro, o tom-tom da bateria que valha-me deus.
Há interlúdios sacados da rádio (à semelhança de outras edições da Sublime Frequencies) que nos dão conta de notícias que frequentemente falam do querido líder Kim Jong-il. Ah, mas logo na primeira música canta-se em honra ao eterno líder, seu pai, Kim Il-Sun. Também há coros, quase natalícios. Excertos de rádio com mensagens codificadas, de espionagem ou contra-espionagem (conforme aquela colectânea chamada "Conet Project"). Baladas capazes de levar a lágrima ao canto do olho da Ágata (que, ultimamente, se dedica ao tarot e não estou a brincar). Uma ópera de nove minutos, mais ou menos decente. Um conjunto de criancinhas amestrada, certamente estrelas dos impressionantes jogos de massas. Depois de tudo isto, a última música é poderosa, arrebatadora, gloriosa e digna do coro do exército vermelho soviético. Acaba por salvar o álbum.

Pergunto-me se os sujeitos da Sublime Frequencies terão recolhido o material eles mesmos, e como terá sido essa experiência, depois de terem rodado os cantos mais obscuros do sudeste asiático.

Em suma, o menos bom que ouvi compilado por Sublime Frequencies: um país que produz música desta devia levar 10-0 de Portugal. Quase não vale a pena sacar isto.

Um comentário:

  1. http://1.bp.blogspot.com/_VJYdCElmGes/SEckJNenutI/AAAAAAAAAMs/VOy9uUjEnUY/s400/folder.jpg

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