terça-feira, 31 de agosto de 2010

The Pirate Bay e os Direitos de Autor

Aqui fica um pequeno vídeo que diz respeito a um tema muito em voga. Saquem enquanto puderem, isto pode vir a dar a volta um dia.

Islaja - Ulual YYY (2007)

Islaja é um nome sonante da cena experimental finlandesa (cuja maioria lança os discos pela Fonal). Já conhecia dois discos dela, mais antigos, e que não têm uma onda muito diferente deste. E qual é a onda desta senhora? Eu diria que anda algures entre o assustador e o encantador. Vamos por partes: ela canta e compõe. O que compõe são músicas de 4 minutos que têm por base no máximo dois acordes de guitarra dedilhados, ou de piano, ou em momentos mais experimentais algumas dissonâncias que podem chatear no início (e que depois se entranham, é verdade). Os arranjos incluem teclados analógicos/astrológicos, melódicas, baixo, violino, percussão tipo pandeiretas ou algo do género. Do ponto de vista de um musicólogo vale zero: é um álbum feito num jeito pop por uma criança que não entende nada do assunto. A voz, por si só, também não faz dela uma virtuosa da coisa - ao contrário da compincha Lau Nau. Mas tudo junto, entre canções mais melancólicas - quase todas - e outras mais mexidas, umas free-form e outras com cabeça, tronco e membros (isto é, com aquela coisa de refrão e verso) faz um disco que vale a pena ouvir várias vezes, e a voz, naquele registo meio fantasmagórico, deixa algumas saudades quando o disco termina, ao som de passarinhos das bucólicas florestas finlandesas. Pelo caminho ficou um disco que, para mim, evoca a noite pelo que não vale a pena ouvir de dia - independentemente do que a rapariga lá vai cantando na estranha língua finlandesa - e os passarinhos anunciam a alvorada.

A grande canção do disco é sem dúvida a Pete P, que até teve direito a vídeo e tudo (realizado pelo ES)



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Legião Urbana - As 4 Estações



Para quem não conhece, aqui vai o disco 'As Quatro Estações' da Legião Urbana, um caso de popularidade no Brasil dos anos 80 e 90. É uma intensa viagem emocional pela alma do vocalista Renato Russo, que se tornou o porta voz de uma geração. Enjoy!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rita Lee, Arnaldo Baptista, Os Mutantes




Meus caros amigos, aqui vão três discos que ando a ouvir compulsivamente: o 4 disco dos Mutantes (sem a alegria juvenil dos 3 primeiros), o primeiro do Arnaldo Baptista, e o disco mais popular da Rita Lee. São discos que representam a desagregação e a ressaca de uma das mais brilhantes bandas que estes ouvidos já ouviram. O tom é melancólico, o tom é cansado, é um tentar continuar sabendo que o tempo não pára e o passado já lá foi, e que bom ele foi, e o futuro que tantos sonhos motivou finalmente chegou, e o que é que se pode fazer quando se percebe que o melhor já passou? A Lee disfarça o melhor que pode, e que bem ela disfarça, e o Arnaldo coitado, o peso é demasiado. Ah, e a música é verdadeiramente excepcional. Links nos comentários.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A cena finlandesa (artigo Pitchfork)

Artigo de 2005


ES - Kesamaan Lapset (2009)

Este álbum, o quinto de ES (aka Sami Sanpakkila, que é também o fundador da Fonal Records, casa da Islaja, Lau Nau, Paavoharju, Kemialliset Ystavat e sabe deus quem mais) dá-me razões para continuar "finlandófilo". Meia-dúzia de audições repeliram uma careta tipo bébé cagão provocada pela indigestão inicial, sobretudo devida à chatice provocada a meio da quarta faixa, onde o sujeito não fode nem sai de cima e é salvo pelo som de água. Já que o objectivo do disco é provocar memórias de infância, quem sabe se esta música não era relativa a uma mijinha durante a sesta de Verão? Os títulos, traduzidos pelo cada vez melhor Google Translate:

Nome do disco - Os Filhos de Verão
01.
Pior ainda antes de ter sido
02. Junho e os lábios sorrindo
03. Raios da Alma dom.
04. O verão das crianças
05. fantasmas dom do Coração

O som que este tipo pratica pode ser descrito como um caleidoscópio de sintetizadores algures entre o barato e o arrítmico, com - raras - vozes de lenga-lengas para crianças; drones e cânticos shamânicos muito enterrados na mistura, gravados na redline. Já disse que depois da sesta e da mijinha o som se torna grandioso, triunfal? Poderá isso significar que na brincadeira pós-sesta o sujeito da direita decapita o da esquerda e este se esvai em sangue que cada vez menos jorra, como os sintetizadores que a terminam? (Pergunta bónus: porque é que não é o da esquerda que decapita o da direita?)

O que é certo é que há um universo muito estranho por detrás deste som - e da Fonal em geral - com que me vou entreter nos próximos tempos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

The Chemical Brothers - Further



























Se me dissessem que este disco foi o melhor que se fez na Polónia em termos de electrónica nos idos 1982, acreditaria. Sintetizadores, batida, produção, tudo é sujo e nada moderno. (Haverá coisa mais moderna que isto?) Não é um disco orientado para singles como Out of Control ou Hey Girl Hey Boy, nem nada que se pareça.

Surpresa para os momentos rock'n'roll.

Esta coisa chegaria a lado nenhum sem o selo Chemical Brothers.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Aquele querido mês de Agosto

O que dizem os críticos:

“Atenção, objecto não identificado, de conteúdo altamente popular e poético. Esse monstro delicado, que deixa o espectador feliz, chega de Portugal.”
Le Monde, Jacques Mendelbaum

“Miguel Gomes tem uma qualidade que falta a quase todo o cinema mundial hoje: imaginação. Transbordante, louca, precisa, maníaca.”
Libération, Philippe Azoury

“Um filme único que nos faz recordar muitos outros filmes e situações de vida, mas diferent de tudo.”
Miguel Gomes Retrospective – BAFICI

O que digo eu: para quê aquela palhaçada de "documentário" de uma hora, quando a hora que o filme tem chega perfeitamente? Essa atitude de "somos low cost pra caralho, fomos para "o campo" filmar e ficámos sem dinheiro e saiu aquilo" é atitude de lisboeta para inglês ver e ganhar prémios na França.

Sines para mim foi assim

Do caralho.

1ª divisão: Tinariwen, Vitorino e Janita, Barbez, Wimme, Cheik Tidiane Seck feat. Mamani Keita.

A Sa Dingding é uma cópia chinesa da Celine Dion.