Da casa propriamente dita - ou do museu, ou lá como os rotos chamam àquilo
Não sou dado à arte contemporânea pelo que, quando entro no museu para ver a exposição que lá está, subsidiada pelos impostos de outros incultos que não eu, não me consigo deter mais que 20 segundos diante de cada uma das peças com que me deparo. Sobretudo quando estou bêbado e me encontro rodeado de gente fina que acha tudo "giríssimo". Perdoem-me os rotos: o que vi por ali não era giríssimo, tirando uma casa-de-banho muito mais cheirosa que aquelas já com uma dada rodagem festivaleira, espalhadas pelo parque. E o bolo de arroz no bar também estava bom. Portanto, eu proponho fazermos uma petição online com o objectivo de promover, no próximo Serralves em Festa, uma utilização mais racional dos fundos da Fundação, que devem, fundamentalmente, assentar nos seguintes fundamentalismos:
- Colocadar telas, na casa-de-banho, com a finalidade de serem urinadas e, consequentemente, transformadas em peças de arte contemporânea, a exportar para países mais ricos.
- Construção de barraquinhas com comida e bebida à discrição (porra, 2 euros o fino não sai barata feira!)
Dos concertos e das coisas bonitas que lá vi
Como seria de esperar, um mar de gente e música, muita música. Que me lembre, assim de repente, só me vêm à cabeça 3 concertos de big bands de jazz, todos eles muito bons. O público sentado nas cadeiras do prado era, na sua maioria, enfadonho, velho e aristocrata ao ponto de se chocar ao ouvir a palavra "mijar".
Do muito que se passou no Clubbing - Casa da Música
Depois de caminhar um quarto de hora - numa escala do tempo à Apolinário ou Cortez - lá fomos ter à Casa da Música, onde nos aguardava o momento alto da noite, Cluster e Chrome Hoof. Tragicamente adormeci ao final de 5 minutos do primeiro concerto, para acordar uns 10 minutos antes do final; contudo tive a sensação de não ter perdido nada de outro mundo, além de meio bilhete de 7.5€, que não veio a defraudar o outro meio. Mas o ter pouco para dizer sobre o concerto chega-me para desafiar o Cortez a estrear-se no blog e escrever o que lá viu e ouviu. Milhares de leitores diários (temos de meter uma daquelas coisas do SITEMETER!) aguardam.
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