Directamente do Perú, conjunto de magníficos temas propícios às festividades populares locais, com bailarico incluído. Deve ser utilizado em rádios roufenhos, de preferência portáteis, à torreira da soleira. Não esqueça um frasquinho com ayahuesca, que certamente lhe fará falta quando chegar à canção "Vacilando com Ayahuesca", em que uma sujeita, atingida, certamente, por uma comichão cósmica interior, se encosta assanhada soltando um gemido de "Si, esso, más, dame, dame tooodo!". Quão divertido teria sido submeter os Diapasão a estes sons durante horas a fio? Talvez da música brejeira portuguesa, vulgo pimpa, tivessem saído letras tão porcas coladas a instrumentais dançáveis com guitarras ácidas. Certo é que temas como "Muchachita del Oriente" com a sua introdução carrinhos-de-choque levam um cristão a trauteá-la com uma boa-disposição pela rua fora, apesar de ter pisado cócó de cão. A faixa "Sacalo Sacalo" ganha o prémio Ordinária do Ano (que reza um "que se no lo sacas, se vuelve a meter de nuevo"), que, apesar de ficar aquém de um Quim Barreiros, só vem a mostrar o nível com que nos deparamos. "Mi robaran mi runa mula", "Patricia" e "El Milagro Verde" são canções instrumentais fantásticas, à qual se junta "Para Elisa", remake de uma música clássica que, tanto quanto me lembro, existia numa publicidade qualquer da Radio Voz do Marão há muitos anos. Servir com cerveja gelada.
A melhor música de sempre, pelo menos daquela semana. Actualidade, raridade, variedade. Escutar, relaxar, procrastinar.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
V/A: THE ROOTS OF CHICHA: Psychedelic Cumbias from Peru
Directamente do Perú, conjunto de magníficos temas propícios às festividades populares locais, com bailarico incluído. Deve ser utilizado em rádios roufenhos, de preferência portáteis, à torreira da soleira. Não esqueça um frasquinho com ayahuesca, que certamente lhe fará falta quando chegar à canção "Vacilando com Ayahuesca", em que uma sujeita, atingida, certamente, por uma comichão cósmica interior, se encosta assanhada soltando um gemido de "Si, esso, más, dame, dame tooodo!". Quão divertido teria sido submeter os Diapasão a estes sons durante horas a fio? Talvez da música brejeira portuguesa, vulgo pimpa, tivessem saído letras tão porcas coladas a instrumentais dançáveis com guitarras ácidas. Certo é que temas como "Muchachita del Oriente" com a sua introdução carrinhos-de-choque levam um cristão a trauteá-la com uma boa-disposição pela rua fora, apesar de ter pisado cócó de cão. A faixa "Sacalo Sacalo" ganha o prémio Ordinária do Ano (que reza um "que se no lo sacas, se vuelve a meter de nuevo"), que, apesar de ficar aquém de um Quim Barreiros, só vem a mostrar o nível com que nos deparamos. "Mi robaran mi runa mula", "Patricia" e "El Milagro Verde" são canções instrumentais fantásticas, à qual se junta "Para Elisa", remake de uma música clássica que, tanto quanto me lembro, existia numa publicidade qualquer da Radio Voz do Marão há muitos anos. Servir com cerveja gelada.
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