terça-feira, 1 de junho de 2010

Ponha o despertador para as 6 da manhã. Assim que ele tocar, comece a ouvir imediatamente o último disco de Mugstar, intitulado Sun, Broken. A introdução ao álbum dura minuto e meio e é uma espécie de núvem electrónica que não deixa adivinhar o que se segue. Equipe-se à pressa, para abrir a porta de casa no momento exacto em que será assaltado por guitarras frenéticas, cavalgando numa bateria in your face krautrock. Agora que já sabe ao que vem, trate de começar o seu jogging matinal. Os Mugstar encarregar-se-ão de deixar a batida - musical e cardíacada - em cima. Vamos lá, um dois três quatro, um dois três quatro. Tenha em mente que o disco dura pouco menos de 40 minutos para que o possa ouvir todo antes de voltar a casa e começar o seu dia maçador de trabalho. As faixas são simples, o disco é praticamente instrumental - à excepção de uns gritos à Cave no quarto tema - há algumas mudanças de ritmo mas nada demasiado brusco, pelo que poderá manter a sua atenção na respiração. Por falar em respirar, a quinta música, intitulada "She ran away with my medicine", o único momento experimental do álbum, é um momento excelente para beber um trago de água e inspirar/expirar profundamente. É inevitável falar de Circle, já que a faixa Labrador Hatchet relembra imediatamente Circle na era motorik de Fraten (o álbum que tem os nomes UMA COISA = OUTRA). O disco, no geral, não é mais actual do que os primórdios do krautrock, embora mais pesadote: não é suficiente? Vamos a mais uma voltinha no carrossel.

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